June 09, 2009

TEIA

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Tecnologia Empreendedorismo e Inovação Aplicados 

 

JUSTIFICATIVA

INTRODUÇÃO

"O mundo mudou, precisamos mudar"

Foi esta a principal mensagem do discurso de posse de Barack Obama, que desde o início da sua campanha se destacou por utilizar a infraestrutura da internet para estabelecer um novo processo de relacionamento político com o público. Desde o final da década de 90, com a emergência da rede, estamos presenciando o surgimento de uma expressão a níveis populares que está desafiando o status quo, aprimorando processos que são democráticos e desafiando aqueles que não são -- uma expressão ainda não universal, porém mais amplamente disponível do que qualquer outro meio anterior

Por reduzir a barreira econômica à inovação e por adotar uma arquitetura mais modular e flexível, a computação se tornou acessível a empreendedores, pequenos negócios e, em última análise, aos consumidores. Liberando em cada um de nós nosso desejo básico de compartilhar, o que às vezes se traduz num compartilhamento de informações, idéias políticas e sociais ou bens e serviços. Onde o consumidor está se transformando num criador, o leitor em editor, num processo sem limites, que cresce exponencialmente e cada indivíduo acrescenta capacidade e valor ao todo.

1) WEB 2.0

O termo WEB 2.0, utilizado para descrever a segunda geração da World Wide Web, é muito mais do que um termo de marketing. É o conceito de troca de informações e colaboração dos internautas com sites e serviços virtuais, graças à consolidação da nuvem computacional, que promove o processamento na rede e não no computador do usuário. Isso acarreta uma tremenda queda de custo e abre uma infinidade de novas possibilidades.

Este novo contexto tecnológico permite e fomenta a oferta e distribuição de serviços on-line interligados, contribuindo para que todos, independentemente de sua capacidade de investimento e conhecimento técnico, possam usufruir dos serviços de tecnologia de ponta em seus negócios.

2) A ECONOMIA DO GRÁTIS

A queda constante dos custos de armazenagem e processamento dos dados, em função da consolidação da nuvem computacional, tem gerado novos modelos de negócios que envolvem o uso intensivo de tecnologia.

A Economia do Grátis, termo criado pelo editor da revista Wired, Chris Anderson, mostra que a idéia de oferecer um produto ou serviço gratuitamente, para criar novas demandas que supririam os custos, além de uma base comum na lógica capitalista, já está bem difundida com resultados concretos:

  • Operadoras de celular que oferecem telefones de graça e cobram pelos planos de ligações.
  • Empresas que distribuem o barbeador para vender suas lâminas descartáveis.
  • Músicos que colocam seus álbuns para download e cobram pelos shows.
  • Estúdios que disponibilizam de graça seus catálogos de filmes em um site e cobram publicidade na página ou, quem sabe, até durante a exibição do filme.
  • Games gratuitos têm versões pagas com fases, armas, inimigos e desafios extras, entre outros.

3) WIKINOMICS – A ECONOMIA DA COLABORAÇÃO

A Economia da Colaboração, termo que poderia começar a descrever o conceito, foi abordada por Don Tapscott e Antony Williams em seu livro Wikinomics – Como a colaboração em massa pode mudar seu negócio.

Para os autores, a business web (rede de negócios), onde as empresas deixam de exercer uma série de atividades para se concentrarem em suas competências essenciais, deixando uma rede de parceiros encarregada do resto, abalou o antigo modelo de propriedade intelectual e integração vertical e abriu as portas para a exploração econômica de nichos.

Com a colaboração em massa e a capacidade quase ilimitada da nova tecnologia, as pessoas, os pares (peers) podem se reunir via web e criar valor fora das fronteiras da empresa.

Desta forma as empresas e pessoas terão de adotar uma nova postura e quatro procedimentos para poder aproveitar o momento:

  1. Deixar de forma gradual e coordenada o conhecimento fechado e adotar o aberto.
  2. Trabalhar em pares (peer-to-peer).
  3. Ser capaz de compartilhar.
  4. Agir de forma global.

Algumas grandes empresas já adotaram o modelo de Tapscot com resultados impressionantes:

  • Innocentive – Iniciativa de 35 das 500 maiores empresas do mundo, reunindo 91 mil cientistas de 175 países, para as companhias colocarem problemas que suas equipes de P&D não puderam resolver. Recompensas de 5 mil a 100 mil dólares são oferecidas às respostas viáveis.
  • IBM – Obteve uma receita adicional de US$ 1 Bilhão por ano com produtos LINUX e participando de suas comunidades de programadores.
  • Procter & Gamble – Abriu seus departamentos de pesquisa e desenvolvimento de produtos. Trabalha para que em 2010, até 50% de suas idéias venham de fora.
  • Empresas de Biotecnologia – Compartilharam o mapeamento do genoma humano para desenvolver novos produtos a partir do projeto completo.
 

O PROJETO TEIA

DESCRIÇÃO DO SERVIÇO

  1. – Objetivo

O projeto TEIA tem como objetivo a formação continuada e auto sustentada de agentes de desenvolvimento econômico e social e de inclusão digital.

Estes agentes teem como responsabilidade auxiliar empresas, pessoas físicas, associações, sindicatos, escolas e todos os atores das sociedades locais a utilizar as ferramentas e ambientes da WEB 2.0 para fazer negócios, divulgar trabalhos e conhecimento, articular seus membros e cidadãos.

Essa capacitação é fundamental para o aproveitamento, pela sociedade, da infraestrutura de comunicação instalada. Sem ela, os cidadãos disporão da conexão, porém sem o conhecimento mínimo necessário para utilizá-la com eficácia e resultados.

Devido à interdisciplinaridade do conteúdo, é necessária uma equipe de especialistas em tecnologia, ferramentas e ambientes WEB 2.0, bem como experiência prática de aplicação deste conhecimento tanto em situações comerciais, quanto institucionais e educacionais. Por sua especificidade e conseqüente falta nos quadros do governo, estes profissionais são contratados externamente.

2.0 - Metodologia

O Projeto TEIA é composto por:

    2.1– "Central de Operação da Sociedade do Conhecimento"

    Estruturação da "Mesa de Operação" composta por hardwares, softwares e equipe para operação da WEB 2.0.

    2.2 - Processo de Treinamento e Capacitação

    Processo de capacitação em massa que se inicia com a equipe da "Mesa de Operações" e se multiplica dentro do governo e da sociedade civil.

    2.3 – Articulação Política dos Parceiros Estratégicos

    Identificação, mobilização e relacionamento com parceiros institucionais e empresarias em torno do projeto.

    2.4 – Monitoramento e Gestão Estratégica da Mídia Social

    Identificação, monitoramento, elaboração e execução estratégica dos conteúdos, ambientes e relacionamentos na mídia social. 

Benefícios

Os resultados esperados com o Projeto TEIA incluem o desenvolvimento econômico e social, a melhoria na qualidade de vida dos cidadãos e maior transparência e visibilidade das ações do governo, criando um novo canal de articulação política com a opinião pública.

A formação de pessoas com domínio das ferramentas, ambientes e melhores práticas na internet, trará a todos os envolvidos os benefícios da nova tecnologia, gerando negócios para as empresas, articulação para associações e sindicatos, movimentando as economias locais.

Transparência, Visibilidade e Modernidade

O Governo passa a usufruir também da infraestrutura da WEB 2.0 para aumentar seu poder de articulação, revitalizando assim sua relação com o público e amplificando a visibilidade de suas ações.

A "Central de Operações da Sociedade do Conhecimento" é responsável também pela identificação e monitoramento dos Hubs Sociais (ambientes de convivência e articulação na Internet) de interesse do Governo e por sua inserção e conquista de espaço nestes ambientes, construindo e dando visibilidade ao seu Networking Social.

Esta nova atitude irá promover a melhoria na imagem e reputação do governo em consonância com a tendência inaugurada pela nova administração americana. 

ENTREGÁVEIS

1– Implantação da "Central de Operação da Sociedade do Conhecimento"

    • Infraestrutura física (local, mobiliário, hardware, telefonia fixa e móvel, suprimentos, data-show, telão etc.)
    • Infraestrutura lógica (softwares de comunicação, gestão, segurança, banco de dados, CRM, ERP, gestão de conteúdo, VOIP, E-learning, e-mail etc. )
    • Infraestrutura de conexão (link, rede wireless, acesso web móvel etc.)

2 - Processo de Treinamento e Capacitação

    • Seleção, contratação e capacitação da equipe da mesa de operações
    • Capacitação e treinamento dos agentes TEIA para operação dos conteúdos, ambientes e relacionamentos na mídia social em sua comunidade local.

3 – Articulação Política dos Parceiros Estratégicos

    • Identificação dos parceiros e respectivos interesses
    • Apresentação do projeto
    • Definição de obrigações e direitos
    • Formalização da parceria
    • Gestão do parceiro

4 – Monitoramento e Gestão Estratégica da Mídia Social

    • Mapeamento dos grupos sociais de interesse do projeto e sua respectiva evolução
    • Construção da estratégia de mobilização destes grupos sociais em torno do projeto
    • Execução da estratégia