May 28, 2009

liderança do Google

Novas buscas não ameaçam liderança do Google, dizem especialistas

Por Computerworld/EUA
Publicada em 28 de maio de 2009 às 12h44
Atualizada em 28 de maio de 2009 às 12h56

Framingham - Competição gerada por lançamento da Wolfram Alpha e do Kumo, da Microsoft, pode resultar na melhoria das ferramentas de busca.

O lançamento do mecanismo de busca Wolfram Alpha na última semana e a revelação da nova busca que a Microsoft está prestes a lançar estão criando certo desconforto no gigante das buscas Google.

A incomum atividade no mercado de buscas têm feito analistas olharem menos para as capacidades específicas das ferramentas Wolfram Alpha e Microsoft Kumo e mais para como o Google irá reagir. O nome da empresa se tornou sinônimo da palavra busca quase em todo o mundo, mas o Google dificilmente encarou um rival tão exageradamente anunciado quanto o Wolfram Alpha ou uma campanha de marketing tão agressiva quanto a preparada pela Microsoft.

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"A Microsoft teve muito tempo para estudar o que os usuários querem e precisam em busca e fazer um produto convincente que consiga conquistar alguma porcentagem da participação do Google no mercado", disse Dan Olds, um analista da consultoria Gabriel Consulting Group. "O Google está definitivamente sob pressão da Microsoft e o Yahoo no curto prazo e do WolframAlpha no longo prazo", completou o especialista.

"No entanto, é difícil exagerar na teoria de derrubar o  Google de sua atual posição. Eles têm uma vigorosa  participação no mercado e será difícil remove-lo de lá. Mas o Google não pode se tornar complacente, pois esse seria o beijo da morte em seus negócios", completou Olds.

O novo buscador da Microsoft deve ser apresentado nesta quinta-feira (28/05), durante o evento All Things Digital, organizado pelo blog de mesmo nome que pertence à News Corp., controladora do Wall Street Journal e da agência de notícias econômicas e financeiras Dow Jones.

A ferramenta deve se chamar Bing ou Kumo. Os dois domínios já foram registrados no Brasil pela companhia.

Apesar dos rumores que circulam já vários meses, a Microsoft não confirmou nenhum detalhe da nova busca, que deve incluir alguns recursos da Powerset, um mecanismo de busca comprado pela companhia em junho do ano passado. A tecnologia da Powerset tenta entender o significado das frases que as pessoas digitam na busca e então retorna resultados baseados na interpretação.

Jim McGregor, analista da empresa de pesquisa In-Stat, disse que a Microsoft parece estar trabalhando duro para criar uma tecnologia que ofereça aos usuários a informação que eles precisam em poucos cliques, inclusive com informações que eles podem nem saber que existiam.

O analista acrescentou que a nova ferramenta é parte do plano de longo prazo da Microsoft para ir além dos fortes negócios na área de sistemas operacionais e capturar maior presença na web. "Eles precisam disso para crescer no futuro", disse McGregor. "Com todos se movendo para a computação virtualizada, ou 'em nuvem' e internet móvel, as pessoas não precisarão muito de um PC ou um grande sistema operacional. É uma grande mudança. Eles não precisam desbancar o Google, mas conquistar presença na web".

Ambos os especialistas afirmam que a Microsoft não pretende tirar o Google do topo do ranking das buscas. A gigante do software quer tomar um pouco da força do Google no mercado, mas há poucas chances de que o líder das buscas será atingido tão cedo.

"O Google irá inovar. Acho que com toda essa competição, veremos novos recursos e ferramentas para buscas muito melhores", concluiu McGregor.